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Digital: palavra que atrofia as horas atuais

Diante da barreira intransponível  das 24 horas de um dia, diminuída pela necessidade fisiológica do sono, o certo é: falta tempo para as tarefas almejadas na rotina contemporânea. Diante da velocidade dos ponteiros, acelerados pelo nitro da informação, tanto o tempo passa que, hoje, tirados os casos mais clássicos, o mesmo não é mais marcado pelo tic-tac, mas sim com o brilho emitido pelo diodo.

Digital: seria essa a palavra que atrofia as horas atuais. Tudo é digital; o analógico já está a juntar pó no museu. A TV, maior procrastinadora de nossas tarefas, virou digital. Na velocidade que vai a coisa, em pouco tempo, a vida se passará em frente a um display, e revoltante será se o botão enguiçar nos momentos importantes. É como imaginar em um futuro próximo a Sony indenizando o usuário porque seu dispositivo estragou bem na hora do casamento virtual.

Já existe até um nome para definir os amigos digitalizados: redes sociais. É impossível ter tantos amigos como essas redes preconizam. Diz um estudo que 150 é o máximo de amizades que podemos ter, pois esse é o número médio de pessoas das quais o ser humano consegue guardar informações como nome e detalhes da personalidade Portanto, as listas gigantescas montadas nas páginas de relacionamento não demonstram a verdadeira capacidade de se relacionar e, sim, a digitalização de relacionamentos. Nesse meio, é difícil achar um perfil de alguém triste ou desanimado; a grande maioria dos usuários está feliz.

Será esse o mundo que realmente vai nos proporcionar felicidade?  

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