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Reflexão de Mãe

O que pensam as mulheres de outra geração? O que elas têm a dizer e como podem ajudar?

Que bom a gente poder trocar algumas ideias, ou pelo menos, neste caso, refletir em conjunto, com soluções ou sem elas! Os alertas estão chegando, e nossas mentes já começam a raciocinar dentro da linguagem do mundo das mulheres da nova geração. E eu fazendo parte disso. É muito legal mesmo. Isso há bem pouco tempo me assustava, quando vocês eram adolescentes e eu nada sabia sobre o futuro de vocês, nem sobre o meu, é claro. Mas, como mãe, eu tinha muito forte a certeza de que o futuro de vocês dependia de como seriam conduzidas: formação escolar; escolha da profissão, das amizades que iam formando, dos lugares que frequentavam, das roupas que usavam, dos livros que liam, ou não, e, finalmente, daqueles que escolheriam para se tornarem cumplices – primeiramente, os “ficantes”, depois,  os namorados e, finalmente, os pretendentes a formar um novo núcleo, e assim dizer adeus a todas as possibilidades de cuidar de vocês. Concluindo: o mais assustador era o fato de ficar sem função. Literalmente!!!

A esta altura da vida, o tempo passou, a menopausa chegou, levando os hormônios. Legal, livre do desconforto menstrual, mas adeus pele lisinha, adeus praia de biquíni. Agora pintar os cabelos não é escolha, mas necessidade. Tudo bem, mas a crise continua: está na hora da aposentadoria.  A palavra que vai mudar a vida muito mais do que se possa imaginar. Simplesmente porque fomos treinadas por muito tempo para sermos bem-sucedidas – e quem se sente bem-sucedida com tantas mudanças rolando, sem saber mais sobre o futuro? Ok! Chegamos ao futuro, vencemos o tempo, as dificuldades, mas, dificilmente, sabemos lidar com o novo em nossas vidas.

Mas os milagres existem… E estou eu aqui para confirmar isso. Quem diria que eu,  Bete B., depois de tantos “nocautes”, depois de tanto “dropar” na maré, alcançaria a onda que me levaria de volta ao clima de superação, de poder, de força e, principalmente, de liberdade de raciocínio?! Livre dos medos que tolhem, de pensar muuuito pequeno, de não pensar em mim nem um pouquinho, de acreditar que o rio segue seu curso, queiramos ou não.  Mesmo em lugares em que existam muitos obstáculos, o rio tem força para dar volta para lá e para cá, formando seu curso ao mesmo tempo em que vai deixando por onde passa seu frescor e sua fonte de vida.

Assim estou me sentindo nesta nova etapa de minha vida. Segui o que tinha para ser seguido, e o mais bacana de tudo, ainda empolgada,   ainda descobrindo coisas, ainda vivendo como se estes fossem os primeiros dias de minha vida. E o renascer! E o olhar para o lado e ter vocês como inspiração. E poder dizer: vivam sem tantos medos, sempre estamos bem, embora não pareça. Julgamos mais do que vivemos. Portanto, meninas, está tudo bem, e, se não está, vai ficar.  Continuem cuidando, sim, de suas peles, de seus cabelos, de seus corpos, de suas mentes, protejam seus corações de muitos sofrimentos, fadigas inúteis e se alegrem com tantas coisas maravilhosas que a vida nos deu e nos dá todos os dias de presente.

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